Trajetória


Surgiu em 2013 a ambição em trabalhar com macroalgas marinhas, despertada pelo aprendizado no curso técnico em aquicultura e presença nas reuniões mensais da AMESP (Associação dos Maricultores do Estado de São Paulo), iniciativas essas que permitiram adquirir conhecimentos e integração aos maricultores e às comunidades tradicionais na região. 

Naquele período os entraves para desenvolvimento da algicultura (cultivo de algas) paulista eram imensos, principalmente ambientais, porque embora o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o GERCO (Gerenciamento Costeiro) autorizavam cultivos comerciais da Kappaphycus alvarezii, a APA marinha (Área de Preservação Ambiental), recentemente criada, foi totalmente contra e sem embasamento técnico eles se utilizaram da precaução ambiental e impediram cultivos comerciais. Pesquisadores de algas da época que fomentavam a atividade foram talhados repentinamente e os maricultores obrigados a se retirarem da água.

Por este motivo, tivemos que aguardar e acompanhar as “devidas regularizações” dos decretos necessários, os quais, demoraram muito tempo. O GERCO – Decreto n. 62.913 de 08/11/2017 e a aprovação do Plano de Manejo da APA Marinha do Litoral Norte – Decreto n. 66.823 de 07/06/2022. Foram anos difíceis para todos os envolvidos e de muitos debates, reuniões, mudanças de governo.

Durante esta trágica lacuna (de 2013 à 2022) para a algicultura paulista, houve o amadurecimento da ideia em trabalhar com a Kappaphycus, contudo outras atividades tiveram que ser desempenhadas paralelamente.


  • Qual foi a motivação para criar uma startup?


Nestes anos desenvolvemos um método produtivo para macroalgas que permite produzir biomassa de diversas espécies, minimizar os esforços ergonômicos envolvidos no manejo, favorecer ao aumento produtivo, possibilitar que cultivos sejam implementados em locais hoje inapropriados devido aos efeitos hidrodinâmicos da água, também facilitar a limpeza das macroalgas e dos petrechos envolvidos no cultivo, para  agregar maior valor ao produto final.


Na trajetória entendi que os cultivos de macroalgas marinhas podem ser "parceiras do meio ambiente", nos oceanos as algas propiciam a mitigação de ações antrópicas (causada pelo homem) e fornece bioprodutos. Alguns desses bioprodutos podem ser os polissacarídeos. Polissacarídeos (açurares) são utilizados em diversas aplicações, como a produção de "metanol e hidrogênio verde". 

Os produtos da Azuta foram desenvolvidos com embasamento científico e, entre as características estão a substituição de insumos agressivos ao meio ambiente por produtos com "pegada de zero emissão de carbono", ou seja, ambientalmente sustentáveis, atóxicos e por fim, sendo eles biodegradáveis.

Diante do exposto, poderíamos determinar como marco inicial das atividades da Azuta Aquicultura startup o ano de 2022 com o convite da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Instituto de Pesca) para participar do programa SEBRAE / abstartups, neste momento eu já cursava doutorado e estudando especificamente a macroalga Kappaphycus alvarezii no IPA (Instituto de Pesquisas Ambientais) em parcerias com o IP (Instituto de Pesca) e a USP (Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo).


Em consonância com o exposto, em março de 2024 formalizamos o empreendimento Azuta Aquicultura I.S., agregando-nos ao rol de jovens e inovadoras empresas neste amado país.


Att. Leandro Herrera


AZUTA apresentação.pdf